Responsabilidade
Cinderela

Uma carruagem dourada, um baile no palácio e um relógio que não pode ser esquecido. Quando chegam as doze badaladas, Cinderela precisa correr — e deixa para trás um sapatinho de cristal.
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- Indicação
- A partir de 4 anos
- Duração
- 6 min de narração
- Fonte
- Charles Perrault, Cendrillon ou la petite pantoufle de verre (1697)
- Adaptação
- Reconto próprio fiel à tradição original.
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O que esta história ajuda a formar
Cinderela ajuda as irmãs a se preparar para o baile e, depois de ser reconhecida pelo príncipe, recebe as duas sem vingança.
Para ler em família
Leia a história
Ao cair da noite, uma moça se sentava perto da lareira, onde ainda restava um pouco de calor. Tinha passado o dia lavando pratos, esfregando o chão e subindo escadas com baldes de água. Agora podia descansar os pés.
Sua mãe havia morrido, e o pai se casara outra vez. A madrasta trouxera duas filhas para casa. Para elas, havia quartos espaçosos e vestidos novos. Para a moça, um colchão de palha no sótão, debaixo do telhado.
Como se sentava junto às cinzas, chamavam-na Cinderela.
Um dia, chegou um convite: o filho do rei daria um baile no palácio.
As duas irmãs abriram os armários. Escolheram saias, fitas e colares. Cinderela passou os vestidos e ajudou a pentear seus cabelos.
— Você também gostaria de ir? — perguntou uma delas.
— Gostaria, sim.
A irmã riu.
— Com essa roupa suja de cinza?
Cinderela terminou de prender a fita sem puxar os cabelos dela.
Quando as irmãs partiram, ficou olhando a estrada. Depois cobriu o rosto com as mãos.
Sua madrinha a encontrou chorando. Era uma fada.
— Você quer ir ao baile, não é?
Cinderela fez que sim.
— Então vá à horta e traga uma abóbora.
A moça enxugou o rosto e foi buscar a maior que encontrou. A madrinha retirou o miolo e tocou a casca com a varinha.
No lugar da abóbora apareceu uma carruagem dourada.
Depois, a fada transformou seis camundongos em cavalos e um rato em cocheiro, o homem que guiaria a carruagem. Seis lagartixas viraram criados e subiram atrás, prontos para a viagem.
Cinderela olhou para o próprio vestido.
A varinha tornou a se mover. O tecido gasto se cobriu de ouro e prata. Nos pés da moça, a madrinha colocou dois sapatinhos de cristal.
— Agora pode ir. Mas volte antes da meia-noite. Quando o relógio bater doze horas, a carruagem será abóbora outra vez. Os animais voltarão a ser o que eram, e seu vestido também.
— Voltarei — prometeu Cinderela.
No palácio, o príncipe veio recebê-la e lhe ofereceu a mão. Ao entrarem no salão, os músicos pararam por um instante. Então os violinos recomeçaram, e os dois dançaram.
Mais tarde, Cinderela viu as irmãs sentadas. Elas não a reconheceram. A moça se aproximou e repartiu com elas as frutas que o príncipe lhe dera.
Antes da meia-noite, despediu-se e voltou para casa. Encontrou a madrinha e lhe contou tudo: a música, a dança e o convite do príncipe para a noite seguinte.
No outro dia, a fada tornou a ajudá-la.
Dessa vez, Cinderela dançou tanto que se esqueceu de olhar as horas.
De repente, o relógio começou a bater meia-noite.
Ela soltou a mão do príncipe e correu. Desceu a escadaria depressa. Um sapatinho escapou de seu pé, mas não havia tempo de buscá-lo.
O príncipe chegou aos degraus quando ela já desaparecia.
Cinderela voltou para casa com o vestido de antes, cansada e sem carruagem. De toda aquela beleza, restava um sapatinho de cristal. O outro estava nas mãos do príncipe.
Poucos dias depois, ele mandou anunciar que se casaria com a moça em cujo pé o sapatinho servisse.
Um enviado do palácio percorreu muitas casas. Quando chegou à casa de Cinderela, as duas irmãs tentaram calçá-lo. Uma empurrava os dedos. A outra apertava o calcanhar. Não serviu em nenhuma.
— Posso experimentar? — perguntou Cinderela.
As irmãs começaram a rir, mas o enviado aproximou uma cadeira.
— Todas podem tentar.
Cinderela se sentou. O sapatinho entrou sem esforço. Então ela tirou do bolso o outro e o calçou também.
A madrinha apareceu e tocou seu vestido com a varinha. As irmãs reconheceram a moça que lhes oferecera frutas no baile. Abaixaram a cabeça e pediram perdão.
Cinderela estendeu os braços e abraçou as duas.
Foi levada ao palácio, onde o príncipe a esperava. Poucos dias depois, eles se casaram, e Cinderela recebeu as irmãs para morar ali.
Na mesa do palácio, Cinderela guardou dois lugares ao seu lado. Quando as irmãs chegaram, estendeu as mãos para elas.
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